Casando no Tahiti

Se você deseja uma cerimônia completamente diferente, esta é uma opção maravilhosa!

Comemorei meus 20 anos de casada nessas ilhas paradisíacas. Vou contar a minha experiência…

Os preparativos para esse casamento foram feitos quatro meses antes. Em uma agência de viagens de São Caetano do Sul. Lá, escolhi todos os detalhes: tipo de cerimônia, coral, essas coisas. Mas tudo ainda era um mistério…

A ilha: Moorea – Polinésia Francesa

Vieram nos buscar numa van caindo aos pedaços (calma! todos os carros de lá são assim). Um motorista com cabelos compridos cacheados vestindo um pareô colorido e um acompanhante só de fio dental e um arranjo de cabeça nos transportaram por alguns quilometros até o que, à primeira vista, parecia um boteco de praia. Pensei comigo: não foi por isso que paguei tão caro!

Ali, pegamos uma piroga (eu disse PI-RO-GA), aquele barquinho que tem um contra-peso ao lado e uma moça vestida com saia de palha e cocos como sutiã juntou-se a nós. Beirando a praia, fomos contornando a ilha e apreciando o visual incrível!

Chegamos em TIKI VILLAGE e um nativo enorme me pegou no colo e me colocou na areia enquanto a piroga se afastava com o noivo. Fui conduzida a um bangalô ricamente decorado com pareôs maravilhosos. Lá, quatro nativas, depois de me massagearem com um óleo de tiare (que florzinha cheirosa!), me cobriram com um pareô enorme, todo branco cantaram e rezaram. Dizem que quando se casa, o corpo e o espírito devem estar limpos…

Já paramentada como noiva – pareô branco, um “babador” todo trabalhado em madre-pérola e um adereço de cabeça todo decorado que pesava uma tonelada – voltei para a praia. Neste momento, o noivo chegava de num trono sobre uma canoa. Em pé, na frente da canoa, um nativo tocava um concha enorme como se fosse um berrante. Jamais vou esquecer esse momento… Absolutamente único! Além do traje nupcial o noivo estava com diversas tatuagens pelo rosto e corpo com símbolos de fertilidade e outras coisas (de mentirinha, é claro!)

Caminhamos de mãos dadas até um local sagrado onde um príncipe nativo envolveu nossas mãos com folhas e derramou sobre elas a água de um coco partido por ele mesmo. A música tomou conta do ar. Fomos envolvidos com um pareô azul e branco dando algumas voltas em torno deste lugar sagrado. Passamos a ter nomes nativos e ali, mesmo recebemos uma “certidão de casamento” escrita na casca de uma árvore chamada tapa.

Com uma música mais agitada, trocaram nossos adereços pesados por coroas e colares de flores. Sentados num trono, em cima daquele pereô usado na cerimônia, tomamos champagne em casca de coco enquanto os nativos dançavam para nós.  A moça dançou para o noivo e um nativo dançou para mim. Uma coisa meio dança do acasalamento… Depois tivemos que dançar um para o outro. Nos sentamos às gargalhadas, agradecendo por não ter nenhum conhecido para ver esse mico. De repente, seis nativos levantam o trono onde estávamos sentados e saem correndo em direção à praia. Detalhe: tinha uma escada no meio do caminho…

Lá vamos nós para o mar, agora co champagne e música. Somos convidados a mergulhar. A água, absolutamente transparente, era convidativa, mas um cardume de arraias – embora inofensivas – nos fizeram desistir.

De volta à praia, os aperitivos, um passeio pela vila e o jantar. Uma mesa central estava reservada para nós enquanto outros turistas pareciam convidados do nosso casamento. Antes de  encerrar a noite, um show para turistas e nós na arena, como convidados especiais. A festa terminou…

Ao som da água movimentada pelos remos, fomos para um bangalô over-water…

Adorei!

Como chegar: Não há vôo direto. Pela LAN você vai a Santiago (Chile). No dia seguinte pega um vôo que faz escala na Ilha de Páscoa e termina em Pappete. De Pappete a Moorea existe um ferry-boat. Para outras ilhas, como Bora bora, Rangiroa e Huahine só de avião.

Observação: Para que seu casamento em Tiki Village seja reconhecido pelas leis francesas, você deve enviar os documentos necessários via Consulado da França, com um mês de antecedência.

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Arquivado em Curiosidades, Suviane Hoera

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