O casamento também é meu!

Observe qualquer revista de casamento: metade é de vestidos de noiva e acessórios, um quarto são sugestões de maquiagem, cabelo, cosméticos, madrinhas, pajens, daminhas. Depois vem decoração, docinhos, enxoval e lá, perdidos em poucas páginas, alguns trajes masculinos. Sapatos pra eles, zero, cuidados estéticos, zero. Até sugestões de hotéis, carros, apartamentos têm apelo feminino.

Isso, muito mais do que uma questão mercadológica, espelha o que acontece na maioria dos casamentos, com o noivo desempenhando um papel de coadjuvante.

Qual é atualmente o papel do noivo na preparação do casamento e, mais sério ainda, qual é a participação do homem  no projeto de vida a dois?

Ele escolhe no máximo o mês do casamento, mas o dia, sem dúvida é ela que decide. Sobre o local, a igreja, ela decide, bem como se será no campo ou na cidade, de dia ou à noite, embora ele palpite sobre em qual salão,  qual o cardápio e principalmente sobre as bebidas.

Se é o homem quem escolhe onde irão morar em função da valorização que o imóvel pode ter e das condições de pagamento, é ela quem dá a palavra final. É decide também quais as cores, os móveis, os eletrodomésticos, tudo enfim que vai compor a casa. Salvo talvez o home-theater e o colchão.

Será que é correta essa supremacia da mulher durante toda a preparação do casamento?  Não sei. Sei apenas que ela não serve, como deveria, de ensaio para umaa vida em comum equilibrada.

Será que a mulher passou do ponto no seu desejo de se igualar ao homem em todos os setores da vida?  Se antes ela era uma figura decorativa  “sem voz e sem vez”, hoje na preparação do casamento tudo gira em função dela. Tanto que muitas vezes não lhe sobra tempo nem para se preocupar com a roupa que o noivo vai usar.

Muitas noivas dizem que eles é que não querem participar. Será isso mesmo ou eles “largam mão” porque nunca têm a última palavra?

Ametista 36

Faço uma proposta às noivas que me leem: vamos abrir um espaço pros noivos? Que tal pedir a participação dele em todas as escolhas, dizer que precisamos e queremos muitosua ajuda! Experimentem ouvi-lo e valorizar suas opiniões.

Mesmo que você já tenha o hotel da noite de núpcias dos seus sonhos, verá que é muito gostoso que ele faça uma “surpresa” pra você. E que tal ouvi-lo na escolha das cadeiras e até das cortinas do apartamento. Afinal ele vai compartilhar de cada coisa na casa nova. Respeite até se ele quiser uma miniadega no armário onde você pretendia colocar as roupas de cama. Bata o pé somente pelas coisas realmente importantes.

O homem vem perdendo o papel de protetor e de provedor e se encontra meio perdido. Não é bom pra ele e – acredite – não é bom para nós também. Apesar de odiarmos os machões, toda mulher quer um homem forte. E isso está ficando a cada dia mais raro.

Quantos casamentos teriam sucesso se a mulher compreendesse que não somos iguais aos homens… mas diferentes. E que é aí que reside nossa força e nosso charme. Somos amadas por eles porque somos diferentes deles. Embora com todos os direitos e aspirações respeitados.

Não penso em mulheres submissas, mas em mulheres inteligentes que dão as cartas, fazendo o homem pensar que é ele que está comandando o jogo.

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1 comentário

Arquivado em Élide Helzel

Uma resposta para “O casamento também é meu!

  1. Priscila

    Coadjuvante? Essa foi boa! Não existem personagens em um casamento, ninguém precisa assumir papeis, nem na festa de casamento, nem durante a vida em comum.

    Decidir detalhes do casamento e da vida em comum com certeza nunca foi uma aspiração masculina, as mulheres decidem a maior parte dos detalhes exatamente por que eles não querem ter que se preocupar com isso. Por um outro lado não quer dizer que assumimos o papel dos homens nas decisões, como já disse não existe papeis, a mulher de hoje é muito mais capaz de decidir que a mulher de antigamente, porém o homem não perdeu seu espaço, tudo é uma questão de freios e contrapesos.

    Agora, a mulher moderna além de ter que se preocupar com o cuidado da casa, com o trabalho, os estudos, a educação dos filhos,e mais um milhão de coisas, ainda terá que educar o esposo a ser mais homem e provedor? Mais uma tarefa? Definitivamente essa responsabilidade não é nossa!

    Não acho bacana colocar a mulher como “vilã” nesse caso, pois o homem é quem deve se impor caso queira. É muito chato ficar cobrando que o cara tome uma atitude, de uma opinião, que decida algo que você já sabe que ele não se importa! A mulher inteligente e sensível saberá a hora em que deve decidir e a hora em que deve deixar que ele decida.

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