Os coadjuvantes

Que você é a grande estrela para a qual convergem todas as luzes e todas as atenções ninguém põe em dúvida. Você é a personagem principal dessa história, secundada pelo noivo. As pessoas podem não se lembrar exatamente do cardápio de sua última festa, ou da decoração, mas se lembrarão certamente de como estava vestida a noiva. No grandioso cenário montado para a apresentação, é você quem ocupa o centro.

Nada mais justo, foi você quem se preparou desde tanto tempo, talvez desde sempre para esse dia. Mas essa é uma história de muitas personagens. Se a noiva é o sol, em torno dela giram planetas de maior ou menor importância.

Mas não é de você que vou falar hoje, vou falar das outras personagens que compõem sua linda história e do papel de cada uma para o sucesso desse dia. A atuação adequada de cada uma fará sobressair seu desempenho.

Começo pelo seu partner, o noivo, sem o qual evidentemente não se faz essa história. Negar a importância do seu papel ou mesmo relegá-lo a um plano inferior tira o brilho do espetáculo e é absolutamente inadequado. Não por mal, não, que elas nem se dão conta, mas há noivas que pensam no laço do buquê e na fitinha do bem-casado com muito mais ênfase do que no papel do noivo.

Foto Ugo Camera

Entretanto, só nascem bem, casamentos que propiciam ao noivo, já na preparação da festa, vez e voto.

Cuide você sim de cada detalhe, mas que as decisões, por menores que sejam, contem com a participação dele. Algumas escolhas, evidentemente, são apenas suas, mas procure sempre dialogar com ele em todas as outras. Por exemplo, ninguém espera que você divida com o noivo a escolha do seu vestido. É um sonho seu, do qual, em geral, ele não participa e nem ao menos avalia adequadamente a importância.

E ajude-o nas escolhas que em princípio deveriam ser só dele, tipo: “com que roupa eu vou?” A maioria dos rapazes sabe escolher muito bem trajes esportivos ou roupas do dia-a-dia, mas nunca se preocupa muito em conhecer o uso correto de roupas mais formais. Respeite o gosto dele, mas procure se certificar se a escolha foi adequada. Por exemplo, a menos que o casamento seja na areia da praia, roupa formal sempre. Para o dia, costume ou terno, cuja cor vai escurecendo quanto mais se vai aproximando a noite. Branco não, marinho é sempre uma boa escolha. E os diversos tons de cinza. De tecidos nobres e caimento impecável. À noite, o terno também é elegante em cerimônias menos formais. Mas aí, indo do cinza bem escuro ao grafite e o preto.

Em cerimônias mais formais, opte pelo meio-fraque ou pelo fraque. Evite “lançar moda” e lembre-se: os homens que ficam no altar estarão mais elegantes quanto mais iguais forem seus trajes. Por isso, não pense em diferenciar, por exemplo, a roupa dos pais da dos padrinhos, só para que aqueles tenham mais destaque. Não deixe a escolha do traje do noivo para a última hora e não faça economia nesse item. Afinal ele deve estar tão chique quanto você.

Embora quase todos reconheçam a importância do papel das famílias, ele gera quase sempre muitas dúvidas, seja no planejamento do casamento, seja no dia. Que as famílias são parte do espetáculo é inegável, até porque muitas vezes é sobre elas que recai o custo maior e as preocupações para que tudo saia bem. É muito bom que as famílias tracem, ou no mínimo ajudem a traçar, as grandes linhas que vão nortear a realização do casamento. É bom sentar com pais e sogros e definir que tipo de festa será dada, quantos serão os convidados, até em função da maior experiência deles. Mas que não aja interferências demais. Não acredito que a escolha da igreja, das músicas ou do formato do convite sejam temas de escolha familiar…

Se suas famílias têm uma estrutura tradicional: mãe, pai, sogro e sogra, aleluia, pois a etiqueta já tem bem estabelecido o papel de cada um. O pai da noiva entra com ela na igreja, a mãe do noivo entra com ele, o pai do noivo entra com a mãe da noiva. Mas atualmente há um grande número de famílias não tão convencionais. Aí compete a vocês dois definir o papel de cada um. Pais separados não são um drama, mas há pais tão ausentes que não merecem nem o convite para o casamento, muito menos entrar com seus filhos. Esqueça um pouco a etiqueta e faça o que seu coração lhe disser, procurando não se desgastar desnecessariamente. Use o bom-senso: entrar sozinha é correto, entrar com o sogro não tem sentido!

foto by Jared Windmüller

foto by Jared Windmüller

As madrinhas dão o visual festivo à cerimônia, com as cores e a diversidade de seus vestidos. Mas compete a você harmonizá-las ao estilo da cerimônia: longos ou semilongos, curtos, com ou sem chapéu… Procure reuni-las com antecedência e comunique-lhes qual será o estilo do seu casamento. Peça que elas escolham as cores que pretendem usar. Não as imponha você.

Por último, mas não com menor importância, vêm as personagens infantis. Crianças alegram e transmitem bons fluidos ao casamento. Mas não exagere: uma daminha, uma daminha e um pajem, um casal mais uma florista, dois casais… Não mais. Elas enfeitam, mas também roubam a cena. E, por favor, criança com roupa de criança. Escolher damas de honra entre suas amigas é também muito simpático.

E vamos torcer – ou rezar – para que o seu seja um espetáculo único, sem reprise! E sem dúvida ele o será se, como toda grande representação, for bem pensado e movido por sentimentos de fé, de amor, de entrega e de partilha.

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Arquivado em Élide Helzel, Dicas

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